domingo, 10 de outubro de 2010

Testamento

Quando eu morrer,
Por favor, me enterrem em uma cova rasa.
Quero que aquele “todo” em meu sofrer
Se banhe, sem medo, de todas as lágrimas.

Quando eu morrer, quero versos em meu epitáfio;
Aqueles que falam em beijos e abraços
Que eu sempre guardei escondidos
Nos dias mais calmos e claros.

Em cima da terra, joguem cinzas de flores queimadas.
Não as quero sofrendo, nem sendo condenadas
A me adornarem enquanto descanso.
Pegue-as com jeitinho e presenteie as minhas amantes.

Com as mãos justapostas me entreguem aos vermes.
Deixe que minhas carnes sirvam-lhes de comida.
Agora, o corpo não mais importa, nem serve.
Tudo que eu deixo e guardo são só poesias.

1 comentários:

Julia disse...

Amei. show show *-*

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