segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Solidão


Ainda é noite quando os olhos se abrem.
E no telhado a vista só encontra o negrume.
O corpo exala o peso que os sonhos trazem
E o sono amarga a solidão que há em tudo.

Os cabelos se entrelaçam ao travesseiro macio;
A pele sente os lençóis que confortava.
As mãos não seguram nada além do frio,
E o ouvido deixando entrar o que se cantava.

A mente pensa que está fora do mundo,
Levitando o corpo em um lugar desconhecido.
Ao acordar, os olhos ardem sem escrúpulos;
E a realidade mais machuca do que alivia.

1 comentários:

Keidiane disse...

Perfeitaaaa...
"As mãos não seguram nada além do frio"
"isso me faz lembrar o momento tão cruel que não passa, o desejo que se encontra em minha alma, algo que se tranforma na real solidão de um puro desejo...para mim nada além de um sonho real ao ouvir tua voz, que fica gravado em minhas noites antes de dormir..."K&T

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